Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães

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Sexta, 31 Agosto 2018 10:50

Chapada vai instituir o dia 6 de agosto como “Dia Municipal de Combate à Violência contra a Mulher"

WhatsApp Image 2018 08 30 at 09.38.38Proposta foi apresentada no fechamento da campanha Agosto Lilás, durante Audiência Pública para debater a violência contra a mulher no município.

A campanha Agosto Lilás em Chapada dos Guimarães foi marcada por uma Audiência Pública, realizada na última quarta-feira, 29/08, para debater sobre a violência contra a mulher. O evento foi promovido pela Prefeitura, em parceria com a Câmara Municipal. Conforme os dados apresentados pelas palestrantes, 66% das ocorrências registradas pela Equipe Psicossocial da Delegacia de Polícia Civil de Chapada dos Guimarães, são de crimes praticados contra as mulheres. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, o aumento da violência é um fenômeno nacional, 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil. A cada cinco minutos uma mulher é agredida, conforme o Mapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres.

Durante o evento, foi apresentada a proposta do projeto, assinado por todas as vereadoras da Câmara, para instituir o dia 6 de agosto como o Dia Municipal de Combate à Violência contra a Mulher, que recebeu o apoio público de todos os membros da mesa, composta pelo vereador e presidente da Câmara, Edmilson de Freitas (Bozó); vereadoras Aline Muniz e Michele Fátima; vereador Dudú; Conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Eliana Menacho; e pela prefeita Thelma de Oliveira.

A morte hedionda de Dona Maria Tereza da Silva Martins, conhecida como Dona Fia, no último dia 6 de agosto 2018, queimada pelo genro dentro do próprio carro, motivou a escolha desta data para instituir um marco de repúdio aos crimes cometidos contra mulheres em Chapada dos Guimarães.

Segundo justificativa do projeto, “ instituir o Dia Municipal de Combate à Violência contra a Mulher significa fixar um marco de repúdio contra o feminicídio em Chapada dos Guimarães. Um dia de luta contra a violência e impunidade, para que as vítimas não sejam esquecidas e os assassinos sejam punidos”.

Chapada dos Guimarães é um dos poucos municípios do Estado que formou o Núcleo Psicossocial para Casos de Violência contra a Mulher, atendendo recomendação da Secretaria de Segurança Pública, de formar núcleos de atendimento onde não há Delegacia Especializada para atender a mulher. A psicóloga, Flávia Baetta, e a assistente social, Luciana Amaso, foram as palestrantes que apresentaram o trabalho realizado pela Equipe Psicossocial da Delegacia de Policia Civil de Chapada dos Guimarães, de 2013 a 2017.

Dos 2499 atendimentos feitos pelo setor no período, 66%  foram de casos de violência contra mulheres, aumentando de 17, em 2013, para 120 em 2017.  Estima-se que esse número deve ser maior, já que muitas das agressões domésticas não são registradas na delegacia. A assistente social, Luciana Amaso, pontuou sobre a importância da criação do CAPS (Centro de Atenção Piscicosicial), a qualificação e sensibilização dos profissionais, e de políticas públicas que colaborem tanto no atendimento e  acompanhamento dos casos, como em prevenção. A prefeita Thelma de Oliveira destacou a importância do evento, e da união para fortalecer essa rede de atendimento, que já está atuando em favor das mulheres em Chapada dos Guimarães.

Na palestra que abordou a violência doméstica, a promotora de Justiça, Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, indicou as possíveis soluções para diminuir o número de feminicídios e diversos atos de violência contra a mulher. Para isso, destacou a importância de políticas públicas e de educação de base. Ela citou como avanço a Lei 13.641/18, que tornou crime o descumprimento da medida protetiva. E também alertou sobre os fatores de risco, que são: histórico do agressor sobre agressão física anterior, uso de álcool, drogas e porte de arma de fogo.

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