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Quinta, 01 Fevereiro 2018 15:18

China vai financiar projeto de energia solar de US$ 330 milhões em Chapada dos Guimarães

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O protocolo de intenções foi assinado pelo governador do Estado, a prefeita do município e o representante do consórcio de empresas que irão implantar o projeto na região do Manso.

Chapada dos Guimarães será contemplada com um investimento de US$ 330 milhões para produção de energia solar, financiado pela China. Na última terça-feira o governador Pedro Taques, a prefeita de Chapada dos Guimarães, Thelma de Oliveira e o representante do consórcio de empresas que irá implantar o projeto, assinaram um protocolo de intenções. A previsão inicial é de gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos no período das obras, sendo 50% de mão de obra feminina. “O empreendimento, além de gerar empregos e trazer progresso, atende nossa missão de priorizar o turismo e o desenvolvimento sustentável em Chapada dos Guimarães”, disse a prefeita do município.

O projeto será financiado com capital 100% privado (não há captação de recursos públicos envolvidos), pela empresa chinesa CED Prometheus, que corresponde a Nasa chinesa. Eles produzem mísseis, jatos, componentes para estação espacial e placas fotovoltaicas para os satélites. “Estamos ansiosos para que este projeto seja implantado logo para trazermos contribuições à indústria e comércio de Mato Grosso”, ressaltou a gerente geral da CED Prometheus, Flora Wel. O recurso será aplicado no desenvolvimento, aquisição, engenharia e construção do centro de produção de energia fotovoltaica de 300MWp na região do Manso. A energia inicialmente atenderá as indústrias e comércio. A empresa não produz ou distribui energia, ela aluga os equipamentos para que cada empresa produza a própria energia.

O presidente da empresa FAAD, Fernando Augusto Filho, ressalta que Mato Grosso foi considerado o melhor estado para implantação do projeto, sendo que o clima fresco, com alto índice de radiação solar de Chapada dos Guimarães é o ambiente ideal para instalação da usina. Ele destaca que outro critério para escolher o município foi o interesse demonstrado pelos gestores e a iniciativa privada. “Primeiro o governo do Estado que apoiou e mostrou vontade política, e os empresários da MTTI, junto com os representantes da prefeitura, foram atrás, demonstraram interesse e abriram as portas. Isso é fundamental para nós, demonstra a consciência da importância de uma obra deste porte para a cidade e o estado”, explica, lembrando que além de gerar empregos e aumentar a arrecadação do município, em contrapartida a empresa tem projeto social de educação ambiental, que cuida do indivíduo dos 6 aos 26 anos.

Ele explica as vantagens de investir na produção de energia renovável. “A energia fica de 25 a 30% mais barata, o que torna o empreendimento mais competitivo, cria novos empregos, circula mercadoria no Estado para entregar na obra e também o imposto sobre serviço dessas obras vão pagar ISS, porque é a parte da obra. Então, vem para dentro do governo do estado e do município uma boa quantia”.

O projeto irá seguir os mesmos moldes do condomínio fotovoltaico que está sendo desenvolvido em Palmira, no Paraná, onde mais de 150.000 m² em painéis solares atenderão exclusivamente as indústrias paranaenses. “A nossa cidade foi pioneira neste projeto e que foi concebido há quase três anos, chegando o período de maturação agora. O investimento em energia fotovoltaica nos chamou a atenção, justamente, pela questão ambiental e pela deficiência energética que o país pode ter no caso do crescimento”, ressaltou o prefeito de Palmeira, Edir Havrechaki.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, o projeto é importante para atrair novos investidores ao Estado. “É fundamental ter um Estado que tenha autossuficiência energética para garantir as gerações futuras. Quando temos uma matriz de energia diversificada oferecemos mais garantia aos investidores. A Fiemt vai fazer uma reunião apresentando aos empresários este projeto. Então, tudo isto barateia o custo para Mato Grosso, gera mais empregos e atrai investidores dando condições para que eles se instalem no Estado”.

“Precisamos cada vez mais reduzir o custo de produção e a energia é um item que aumenta o nosso custo. Com este projeto, temos a certeza que vamos ser beneficiados e as indústrias poderão fazer o aluguel dessas unidades solares”, disse o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Jandir Milan.

Fonte: Gcom-MT

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