Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães

História

APRESENTANDO CHAPADA DOS GUIMARÃES:

Aqui é assim: em uma extensa área de planalto, o relevo da Chapada dos Guimarães apresenta grandes encostas e escarpas de arenito vermelho que vão de 600 a mais de 850 metros de altitude. Este complexo rochoso tem canyons e ruínas de diversas formas. Nós, na borda do Planalto Central Brasileiro, estamos sobre uma das mais antigas placas geológicas do planeta. Dizem que, a cerca de 500 milhões de anos havia uma camada de gelo no local. Há 300 milhões de anos tudo era mar. Há 150 milhões de anos um deserto encobriu a área. Há 64 milhões de anos foi à vez de uma densa vegetação servir de alimentos aos animais pré-históricos até sua extinção. E há 15 milhões de anos temos a modificação mais marcante: o surgimento da Cordilheira dos Andes fez afundar a planície pantaneira, criando então a Chapada. Em nossas paisagens, observamos marcas deixadas no arenito, encontramos fósseis de conchas do mar, ossos de dinossauros e até dunas do antigo deserto. Nos sítios arqueológicos, estão as pinturas rupestres, cerâmicas, artefatos de caça e demais utensílios.

A altíssima biodiversidade da Chapada se nota facilmente na sua flora e fauna, pois abriga, além de grande extensão de Cerrado, riquíssimas florestas que lembram por vezes a Mata Atlântica, por vezes a Floresta Amazônica: temos orquídeas, bromélias, ipês, canelas-de-Emas, jatobás, jacarandás, babaçús, buritis, perobas e diversas flores de tamanho, cor e forma. Além das flores, temos frutos: o pequizeiro, o cajuzinho, araticum, mangabeira e até um fruto só nosso, o Cascudo - endêmico da Chapada dos Guimartães, que lembra a Lichia por seu sabor. As plantas medicinais usadas na fitoterapia tem aqui a maior concentração de espécie por km².

A biodiversidade provoca uma fauna profusa. Destacamos as aves - são mais de 400 espécies! As araras-vermelhas, que fazem seus ninhos nos paredões de arenito e sobrevoam a cidade todos os dias, encantam a todos e merecem o título de ave símbolo da Chapada. Tanta diversidade atrai observadores de aves (birdwatchers), do mundo inteiro para contemplar essa riqueza, que vai desde o pequenino Beija-flor Topetinho Vermelho (que pesa 2 gramas) até a mais poderosa ave de rapina do mundo, o Gavião-Real. E juntam-se a eles o Beija-flor Chifre-de-ouro,  Campaínha-azul, Udú-de-coroa-azul, Urubú-rei, Meia-lua-do-Cerrado, citando apenas alguns. Aqui é lar também do Tamanduá-bandeira, Macaco-da-noite, Lobo-guará, Coati, Anta, Onça-parda e até Jupará!   

O clima, um espetáculo: é tropical (quente semi-úmido), com duas estações bem definidas: a de chuvas de Outubro a Abril. e da seca, de Maio a Setembro, quando ocorre a friagem, que é a inversão da massa polar sobre o continente, podendo provocar uma queda na temperatura, que normalmente varia de 12 a 25 graus. E chove, chove muito, e bem: o total pluviométrico anual situa-se entre 1800 a 2000mm. Devido à localização da cidade à beira dos paredões de arenito, o nevoeiro nas primeiras horas da manhã faz parte da atmosfera da Chapada em boa parte do ano.

(Texto de Tânia Figueira, com subsídios e informações de Noam e Fabiano)

NOSSA HISTÓRIA

Lá pelos idos de 1718, a bandeira de Paschoal Moreira Cabral encontra ouro no Rio Coxipó. Almeida Lara chegou e fundou o Arraial da Forquilha em 1721, na confluência com o ribeirão Mutuca. Em 1722, ele desbravou sua fazenda –  Buriti Monjolinho, a primeira fazenda de Chapada dos Guimarães e também as primeiras roças.  Em 1748 foi criada a Capitania de Mato Grosso, em pleno território hispânico. O primeiro governador (Capitão General) Dom Rolim de Moura chega em 1751, trazendo consigo o padre Estevão de Castro. Este fundou a Missão Jesuítica de Santana, um aldeamento reunindo indígenas de diferentes etnias. Em 1736\37, Antônio Pinho de Azevedo abre o primeiro caminho terrestre ligando as Minas de Cuiabá com as Minas Gerais e São Paulo, passando pela Chapada de Santana. A esta altura, a gente que vinha chegando fez surgir o primeiro núcleo do povoado, bem ali também, onde hoje é o bairro da Aldeia Velha.

Nossos bandeirantes desbravadores eram chegados dos portugueses, e nosso nome resulta de uma Carta Régia que mandava adotar nomes portugueses para os povoados, designa a povoação Lugar de Guimarães, em homenagem a uma das primeiras vilas portuguesas, berço da nacionalidade e terra de seu primeiro rei, Afonso Henriques.

Nosso  nome foi mudando, assim:  SANT’ANA DE CHAPADA à CHAPADA DE CUIABÁ à  SANT’ANA DA CHAPADA DE CUIABÁ à SANT’ANA DA CHAPADA DE GUIMARÃES à CHAPADA DOS GUIMARÃES.

A vida andou, Chapada dos Guimarães abandonou o ouro e resolveu respeitar aquilo que, até hoje, é seu maior patrimônio: a Natureza. Então este, que já foi o maior município brasileiro, caminha de braços abertos acolhendo a diversidade ambiental e as pessoas de todo mundo; pessoas que amem a natureza, que busquem o clima ideal, que persigam a Paz, que adorem gente, que curtam os animais, que sonham com uma vida de mais qualidade e que, principalmente, cultive o respeito pelo outro, pela Terra.

Chapada dos Guimarães é esse mundaréu de coisas boas, e é também uma cidadezinha pacata, charmosa, com um quê de slow city, de comida boa, de praça linda, de gente de qualidade, e de atrativos naturais que dispensam qualquer adjetivo! Venha! Aqui tem assim de cachoeiras, tem montes de histórias...tem vento bom, mirantes e mais mirantes, trilhas, rios, música, arte e artesanato...tem uma tribo inteira te esperando!

(Texto de Tânia Figueira com participação de Noam)

CURIOSIDADES DA NOSSA TERRA

  • Chapada dos Guimarães-MT e Guimarães-Portugal, são considerados municípios irmãos, por meio de protocolo assinado em 2017, que concretiza a troca de informações, culturas, conhecimentos, igualdades e diferenças entre ambos;
  •  Chapada já foi o maior município do Brasil, com  269 mil km² (2,5 vezes a área de Portugal, por exemplo);

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